Uma pesquisa feita pelo Prof. RUBENS REIMÃO há alguns anos em São Paulo, mostrou que entre 30 e 40% das crianças entre os 5 e os 10 anos de idade, apresentam pesadelos ocasionais. Freqüência de mais de uma vez por semana, ficou em torno de 5% destas crianças. Na adolescência e na idade adulta, pesadelos ocasionais podem surgir em praticamente todas as pessoas. Pesadelos freqüentes acontecem em 11% dos adolescentes do sexo feminino e 5% do masculino. Nos adultos submetidos a stress, o distúrbio acontece esporadicamente em 80% deles. Pesadelos freqüentes são observados em 10% dos adultos e quando ocorrem, tendem a persistir por longo tempo, em média por 12 anos.

QUADRO CLÍNICO

Os pesadelos são descritos como lembranças de sonhos desagradáveis, seguidos de despertar. É geralmente acompanhado de ansiedade, coração disparado, sudorese, melhorando imediatamente após o despertar. Não é comum a pessoa falar ou gritar e quando isto ocorre está associado ao final do pesadelo.É comum a pessoa lembrar do pesadelo no dia seguinte e dependendo da emoção despertada, esta lembrança pode persistir por semanas ou meses.

É importante diferenciar o pesadelo do terror noturno e do ataque de pânico.

características

PESADELO

TERROR NOTURNO

PÂNICO

Suor,taquicardia,falta de ar

leves

intensos

intensos

Lembranças da crise

Lembra claramente

Não se lembra

Lembra claramente

Horário que aparece

No final da noite

No início do sono

No início do sono

Consciência logo após a crise

clara

Confusão mental

Clara

Risco de se ferir

Inexistente

Risco pequeno

Risco aumentado

Os pesadelos crônicos, que se repetem com freqüência, são comuns na Síndrome do Estresse pós-traumático (quando a pessoa passa por situações muito traumatizantes como estupro, assalto, tentativa de assassinato, etc) e na Apnéia Obstrutiva do Sono (pára de respirar durante o sono, por bloqueios na passagem do ar).Os pesadelos podem ocorrer também na interrupção de determinados medicamentos, na abstinência do álcool, cigarros ou outros tipos de drogas.

TRATAMENTO

Os pesadelos esporádicos nas crianças, normalmente não exigem tratamento. Basta os pais fornecerem apoio e compreensão para o medo e a insegurança da criança. Se logo após o pesadelo a criança sentir necessidade de falar sobre ele, os pais devem ter paciência e escuta-la. Nos adultos também não costuma haver necessidade de tratamento.Se os pesadelos se tornarem freqüentes, há necessidade de apoio psicológico e medicamentoso.

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