DISTÚRBIO BIPOLAR

Doença
curiosa. Misto de comicidade e tragédia.
A pessoa passa
por 3 fases: depressão, euforia e normalidade Na depressão sofre o paciente.
Fica prostrado, sem ânimo, sem prazer com nada,
tristeza profunda e constante e na maioria das vezes, com forte vontade
de morrer. Nesta
fase costuma ficar se lamentando do que fez e do que não fez nas outras
fases. Tudo é motivo para ficar se culpando e se punindo.
O risco
de suicídio é grande – a pessoa precisa ser vigiada. É difícil
convencê-la a se tratar, pois acha que não
tem solução para o seu caso.
Na euforia
(mania) é o oposto. Se sente grandioso, perfeito, capaz, mais inteligente,
animado, tudo é fácil, não enxerga obstáculo em nada. Quer viver
intensamente. Dormir é perda de tempo. Fica muito falante e com energia
exagerada. Cheio de grandes projetos, faz dívidas, dá coisas para os outros.
Ninguém consegue convencê-lo a se tratar, pois não se acha doente – nunca
se sentiu tão bem ! Precisa ser vigiado para não fazer maus negócios.Nesta fase, sofre
a família.
Na fase de normalidade, a pessoa acha que não vai ter mais crise e
costuma parar o tratamento. A tendência é as crises ficarem vindo
ciclicamente, em média a cada 6 meses, umas mais graves, outras mais brandas.
É uma doença orgânica, relacionada aos neurotransmissores. É hereditária. O
tratamento de escolha é o medicamentoso, que bem feito, pode manter a doença
sob controle. O Carbonato de Lítio ainda é o remédio mais eficaz na prevenção
de novas crises.